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Quando a mulher fica: o abandono após o diagnóstico de deficiência do filho

Quando a mulher fica: o abandono após o diagnóstico de deficiência do filho

A chegada de um filho transforma a vida de uma mulher de muitas formas.
Mas, para algumas, essa transformação vem acompanhada de uma realidade ainda mais difícil: o abandono.

Quando um diagnóstico de deficiência surge, além do impacto emocional, muitas mães se veem sozinhas, lidando não apenas com o luto pelas expectativas que foram quebradas, mas também com a ausência do parceiro.

Essa é uma realidade mais comum do que se fala. E, por trás dela, existem histórias de sobrecarga, dor silenciosa e, ao mesmo tempo, uma força construída dia após dia.

Desenvolvimento:

O abandono, nesse contexto, pode acontecer de diferentes formas: física, quando o parceiro vai embora, ou emocional, quando permanece presente, mas não participa do cuidado.

Em ambos os casos, a mulher acaba assumindo, quase sempre sozinha, a responsabilidade pelo filho e pela reorganização da vida familiar.

Desafios enfrentados por essas mulheres:

  • Sobrecarga emocional e física 
  • Sentimento de solidão 
  • Dificuldades financeiras 
  • Falta de apoio nas decisões e cuidados 
  • Culpa e questionamentos internos 

Além disso, muitas enfrentam julgamentos sociais ou se cobram por “dar conta de tudo”.

Exemplo prático:

Imagine uma mãe que, após o diagnóstico do filho, precisa reorganizar toda a rotina: consultas médicas, terapias, cuidados diários.

Ao mesmo tempo, o parceiro se afasta, seja por dificuldade de lidar com a situação ou por negação.

Essa mulher pode começar a pensar:

  • “Eu preciso ser forte o tempo todo” 
  • “Não posso falhar” 
  • “Não tenho com quem dividir isso” 

Com o tempo, esse acúmulo pode levar ao esgotamento, ansiedade e sensação de invisibilidade.

O impacto emocional do abandono:

O abandono intensifica o processo de luto e pode gerar:

  • Sentimentos de rejeição 
  • Baixa autoestima 
  • Medo do futuro 
  • Dificuldade de confiar em novas relações 

Ainda assim, muitas mulheres seguem, cuidando, aprendendo e se reinventando, muitas vezes sem espaço para cuidar de si mesmas.

A importância de olhar para quem cuida:

Falar sobre a deficiência da criança é essencial, mas olhar para a saúde emocional da mãe também é.

Ela não é apenas cuidadora, é alguém que também precisa de acolhimento, escuta e suporte.

Conclusão + Dicas práticas:

Se você se identifica com essa realidade, é importante lembrar: você não precisa enfrentar tudo sozinha.

Algumas estratégias que podem ajudar:

  • Busque rede de apoio: familiares, amigos ou grupos de mães podem ser fundamentais 
  • Divida responsabilidades sempre que possível: mesmo que seja com pequenas ajudas 
  • Cuide da sua saúde emocional: seu bem-estar também importa 
  • Evite a autocrítica excessiva: você está fazendo o melhor possível dentro da sua realidade 
  • Procure informação e orientação: isso traz mais segurança no cuidado 
  • Considere apoio psicológico: ter um espaço de escuta pode aliviar a sobrecarga emocional 

Você não precisa ser forte o tempo todo. Você precisa ser cuidada também.

A psicoterapia pode ser um espaço seguro para acolher sua história, trabalhar suas emoções e fortalecer sua rede interna.
Se fizer sentido para você, entre em contato para agendar uma consulta ou saber mais sobre o acompanhamento psicológico.

DANÚBIA MENDONÇA

Psicóloga • Neuropsicóloga • Psicopedagoga

CRP: 06/94805

CONSULTÓRIO:

Chronos Corporate Osasco

Rua Narciso Sturlini, 62 – Sala 1202
Osasco – SP – CEP 06018-090

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